O Arquivo Distrital de Braga encontra-se situado na Praça do Município, (antigo Campo dos Touros), ocupando parte do antigo Paço do Arcebispo D. José de Bragança (1741-1756), — obra atribuída ao artista bracarense André Soares —, e a denominada ala medieval dos arcebispos, mandada edificar por D. Gonçalo Pereira (1326-1348) e por D. Fernando da Guerra (1416-1467).
Este conjunto arquitectónico — medieval e rocaille —, sofreu importantes remodelações entre os anos de 1930 e 1950, levadas a cabo pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, tendo em vista a instalação dos serviços da Biblioteca Pública e do Arquivo Distrital de Braga.
Assim, foi restaurado e adaptado o Paço de D. José de Bragança — edifício que se encontrava em ruínas e ao abandono desde um grande incêndio ocorrido na noite de 15 de Abril de 1866 —, bem como redimensionadas as construções mandadas erguer pelos prelados seus antecessores.
Uma parte destinada ao Arquivo Distrital de Braga ficou concluída em Junho de 1932 e desde logo "a instalação do Arquivo foi tomando vulto com a recuperação dos espaços a ele reservados e com as sucessivas incorporações".
Com efeito, nas duas salas do 2º piso do Paço de D. José, (Sala do Arquivo Paroquial e Sala das Inquirições de Genere), foram incorporados os livros findos do Registo Civil (Registo Paroquial); o fundo dos antigos mosteiros; o Registo Notarial (então só do concelho de Braga) e a enorme colecção dos processos de Inquirições de Genere.
De salientar que, além do restauro, o arranjo dos interiores mereceu a maior atenção para que tudo resultasse num conjunto harmonioso: belas estantes, tectos pintados ao gosto dos séc. XV e XVIII e varandins de madeira.
Concluído todo o restauro, o Arquivo Distrital de Braga passou a ocupar, ainda, outras áreas, entre as quais se salientam:
a Sala da Torre, com lindos varandins ajustados aos estilos das salas, séc. XIV e XVII; o tecto pintado e os candeeiros de recorte medieval utilizados, tanto nesta sala, como na do
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a Sala do Arcaz, com o precioso móvel arquivistico, do séc. XVIII, do Cartório Capitular de Braga, constituído por trinta e duas gavetas, fechadas por largas portas de castanho.
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Por último não poderemos deixar de referir a Sala de Leitura, com um valioso tecto em talha do séc. XVIII, (proveniente da capela do Seminário de Santiago), as paredes forradas a damasco amarelo e 24 mesas unipessoais de fino recorte. | 
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