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Vida
Nasceu em Braga, na rua do Souto, em 30 de novembro de 1720 e foi batizado na igreja de São João do Souto no dia 3 de dezembro. Filho de João Soares da Silva e Izabel Ribeira, foi o quarto filho dos cinco que o casal teve: Antónia, Maria, António e, depois de André, Apolónia.
Aos 16 anos, em 15 de abril de 1737, requereu processo de inquirição de fraternidade, uma vez que seu irmão tinha já requerido inquirição de genere dois anos antes, e alcançou ordens menores. No entanto, não seguiu a vida religiosa. Em 2 de junho de 1738 alcançou provisão de carta de fechação para servir como ecónomo da capela de Santo António do Campo de Touros. 
A mãe recebeu do irmão, Francisco Ribeiro da Silva, por testamento, a quantia de cinco contos de reis para instituir um vínculo em seu favor e de seus sucessores. André beneficiou das rendas provenientes deste vínculo, assim como das rendas das propriedades que foi adquirindo, o que lhe proporcionou uma vida financeiramente desafogada.
Em 19 de dezembro de 1763 foi eleito secretário da Irmandade de S. Miguel-o-Anjo e, em 1765, foi eleito carturário. Em 1766 tornou-se irmão da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Memória. Mais tarde, em agradecimento e paga de um trabalho, foi convidado para ingressar como irmão da Confraria de Santo Amaro e, em 1768, propôs-se para secretário da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Sé, na qual se manteve até julho de 1769.
Faleceu em 26 de novembro de 1769 com apenas 48 anos.
Sobre a Obra
Foi no tempo em que D. José de Bragança, Arcebispo de Braga, se afirmava na cidade e arquidiocese que André Soares produziu os primeiros trabalhos conhecidos.
Da sua formação artística nada se conhece, da mesma maneira que não se conhece nenhuma obra antes dos 26 anos. A sua arte englobava a arquitetura, a talha, o desenho, a cartografia, o azulejo, a carpintaria e o ferro. As referências a seguir apontadas constituem-se exemplificativas das criações que produziu, umas atribuídas e outras documentadas.
A primeira obra conhecida foi a cartela para a portada dos Estatutos da Irmandade do Bom Jesus e Santa Ana de 1747. Obra com pouca visibilidade visto tratar-se da folha de rosto de um livro de uso restrito. 
Em 1751 surgiu a sua primeira obra tridimensional, o sacrário para a igreja de Nossa Senhora a Branca. É-lhe atribuído, embora sem documentação que o comprove, o Paço de D. José de Bragança, cuja construção é apontada entre 1743/44 e 1751. Em 1752, projetou o Palácio do Raio (obra que lhe é igualmente atribuída), e em:
- 1753 -  Capela de Santa Maria Madalena da Falperra e a Casa da Câmara;
- 1754 -  Capela de São Bentinho do Hospital de São Marcos;
- 1755 -  parte do Convento dos Congregados que faz esquina com a cangosta da Palha;
- 1757 -  porta da Igreja dos Terceiros;
 - 1748-1765 (sem data precisa) - as capelas e fontes do Bom Jesus;
- 1766 - arcos da Capela de Santo Amaro na Sé Catedral; 
- 1769 -  igreja dos Santos Passos.

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